Este terceiro domingo do advento é conhecido por ser o da alegria dentro do calendário litúrgico da Igreja. Em especial, neste dia 13 de dezembro de 2015, foi aberto o Ano Santo da Misericórdia nas Catedrais do mundo, com as aberturas das Portas Santas. Um dos bispos auxiliares da Arquidiocese de Brasília, Dom Marcony lembrou desta graça que Igreja de Brasília pôde viver hoje pela manhã, na Catedral Metropolitana e refletiu junto aos fiéis no Vem Louvar sobre a misericórdia divina. O que devo fazer para alcançar a vida eterna? insistiu o sacerdote durante a sua reflexão sobre a passagem do Jovem Rico, do Evangelho de São Matheus.

Marcony

“O Vem Louvar acompanha a festa da misericórdia junto com toda a nossa Arquidiocese hoje. Experimentemos o olhar de misericórdia e deixemos que Deus nos use para permear o mundo com esse bem maravilhoso”, disse Dom Marcony na abertura de sua meditação. O sacerdote lembrou que muitos cristãos hoje em dia buscam eventos católicos para ir, mas não saem saciados e agraciados. “Não é somente vir louvar o Senhor e sair falando de Deus. Muitos falam de Deus, mas não falam com Deus”, lembrou.

Ao citar o encontro do jovem rico com Jesus, o bispo pediu que a comunidade católica de Brasília saiba realmente escutar a voz de Cristo e ir além dos projetos pessoais, vivendo profundamente os planos de Deus. “Jesus escolheu aquele jovem, pois aquele jovem quis ir ao encontro de Jesus. Esse é o encontro da humanidade hoje. É o encontro de cada um de nós”, disse.

Relembrando uma das recentes catequeses do Papa Francisco, Dom Marcony garantiu ao povo que sempre há um propósito maior quando as nossas escolhas partem de Cristo Jesus. “Uma vez que Jesus coloca num jovem a exigência dos mandamentos de Deus. Nosso Senhor nos pede a caridade sem limite”, completou ele.

Ainda se referindo ao desejo de misericórdia para toda a Igreja, Dom Marcony lembrou-se São João Paulo II. “Em reflexão aos jovens durante uma Jornada Mundial da Juventude ele falava do que experimentássemos esse olhar de misericórdia de Jesus. Olhar com misericórdia é a essência de vida”

Dom Marcony assegura que Deus não nos cobra quando olha para cada um de nós. A misericórdia não é ter pena, nem dó de alguém. Há diferenças na maneira de olharmos, avisa o sacerdote. “Lembremos hoje do Santo Padre Francisco, que nos leva a recordação de São Pedro, nosso primeiro Papa. Depois da terceira negação, Jesus passa e olha Pedro. Podemos pensar várias coisas sobre esse gesto. Porém, a verdade é que o olhar de Jesus só demonstra amor. Aquilo significou apenas amor”, garantiu o bispo.

Dom Marcony ainda citou situações corriqueiras do dia a dia. A mania de buscar um culpado quando algo dá errado foi aproveitada como exemplo. “Sempre temos que achar um culpado, um atrapalhado, quando algo dá errado em nossas vidas. Procuramos nos filhos, filhas, pai, mãe, sogra, sogro, por aí vai. Temos que olhar para nós mesmo. Muitas vezes a culpa pode estar em nós. Se não está em nós, está em um de nossos irmãos. E se está nele, é, 70×7. E todo cristão deve entender isso”, acrescentou Dom Marcony.

Por fim, o convite deixado pelo sacerdote é um tanto quanto extraordinário na vida do Cristão. “Nós hoje dizemos vem louvar, enquanto Cristo diz: ‘Vem passar pela minha experiência de misericórdia, vem olhar para mim’. Temos que passar pela experiência fantástica de não retirar Jesus do coração. É preciso que Jesus seja louvado. A nossa vida tem que ser um constante louvor a Deus”, finalizou o sacerdote enquanto exaltava a Deus.

José Maciel