A manhã de segunda-feira (4/3) teve a terceira pregação do 33º Rebanhão foi conduzida por Teresa Assis, membro convidada junto ao Conselho Distrital da Renovação Carismática do Distrito Federal.

A palavra que meditaremos no dia de hoje se encontra no evangelho de Lucas no capítulo 1, nos versículos 26 a 38. Imagina Maria, prometida em casamento a José e de repente um ser de luz, um anjo entra e lhe diz: ‘Ave cheia de graça, o Senhor é contigo!’ É realmente de se espantar. Mas o que significa: Ave cheia de Graça? Cheio, quer dizer algo que transborda. Cheia de graça, quer dizer cheia do Espírito Santo! Maria não tinha espaço para o pecado, pois estava cheia, transbordando no Espírito. Quando o anjo lhe diz: “O Senhor é contigo, ele quer lhe mostrar que não há o que temer, pois Deus está ao seu lado”.

Se procurarmos as saudações atribuídas a Maria, podemos perceber que nenhuma outra pessoa nas histórias bíblicas receberam tais saudações, Davi era amigo de Deus, Moisés conversava face a face com Deus, mas nenhum deles recebeu tais saudações. Somente Maria, porque era a cheia da graça. Desde o início ao fim do antigo testamento podemos encontrar pessoas santas e talvez nos questionemos: Por que não foram escolhidas Rute, Ester, Raquel e tantas outras santas mulheres? A resposta é que Maria é a única sem pecado e por isso é a única que poderia ser a mãe do Salvador.

Maria tem inúmeras virtudes, mas explanaremos apenas três. A primeira virtude é a obediência, Maria era tão obediente que mesmo ao saber que seu sim lhe traria consequências e que também poderia lhe trazer a morte, ela colocou a vontade de Deus a cima da sua e respondeu ao anjo: ‘Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a sua palavra’. A segunda virtude é a humildade, em sua resposta é possível ver que Maria se coloca como escrava, se coloca inteiramente a disposição do Senhor e que não se envaidece pelo fato de ser mãe do salvador. A terceira virtude é a maternidade de Maria, que em João 19, 25; encontra-se na cruz diante de seu filho e ao lado tendo João o discípulo amado, neste momento a maternidade de Maria é também estendida a nós. Precisamos aprender com Nossa Senhora as virtudes, pedir que ela como mãe nos ensine seu silêncio. O silêncio de Maria não é o silêncio da omissão, mas o silêncio do amor, que guarda tudo em seu coração, sem maldade e sem rancor.

Jesus é homem, e Deus, Maria é mãe de Deus, e Deus é amor, logo Maria é a mãe do puro amor. No Evangelho é possível ver a cena das Bodas de Caná, onde o vinho acaba e Maria diz à Jesus: ‘Eles não tem mais vinho’. E Jesus lhe responde: ‘Mulher ainda não é minha hora’. Podemos imaginar que o olhar com que Nossa Senhora olha para Jesus, faz com que ele acolha seu pedido e realize o milagre.

Se tiver algo que necessitamos e sozinhos não somos capazes devemos recorrer a Maria nossa mãe e intercessora. Peçamos a ela que nos acolha agora em seu colo. Colo de mãe cura, peça a mãe que te pegue no colo e leve a Jesus, pede a ela que colha suas lágrimas e leve aos pés de Jesus.

Ayodele Dias

Ministério de Comunicação Social da RCC-DF