Ontem, fiquei observando a atitude racista das pessoas no jogo do Cruzeiro e fiquei pensando. Quais os exemplos que aqueles pais estão dando para seus filhos, então resolvi escrever um pouco sobre o poder do exemplo na família. No Ocidente, por um grande período a criança esteve na periferia, e uma mais breve, porém igualmente rica e significativa fase (que abraça aproximadamente os três últimos séculos da história do Ocidente), na qual a criança foi colocada ao centro da família e, de alguma maneira, de toda a vida social. Sabemos que as leis morais eram muito mais valorizadas e vividas, agora é preciso salientar que muitas vezes esta prática moral e até religiosa era coercitiva e repressora tornando-a nada saudável. Com essa mudança cultural a criança ocupa um espaço novo e os pais começaram a procurar, como que às apalpadelas, um exemplo ou protótipos de como devemos educar os filhos ou quais valores seriam realmente necessários para uma educação de qualidade.
A mídia e o capitalismo desenfreado percebendo esta lacuna começaram a apresentar as suas inúmeras pedagogias e manuais com incontáveis métodos que em quase sua totalidade são paliativos e egoístas. Então, poderíamos perguntar como reverter este quadro?
“Na sua reflexão moral, a Igreja teve constantemente presente as palavras que Jesus dirigiu ao jovem rico. A Sagrada Escritura, de fato, permanece a fonte viva e fecunda da doutrina moral da Igreja, como recordou o Concílio Vaticano II: «O Evangelho é (…) fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes».43 Aquela conservou fielmente aquilo que a palavra de Deus ensina, tanto acerca das verdades a acreditar, como sobre o agir moral, isto é, o agir agradável a Deus (cf. 1 Ts 4, 1).” Em fim ,continuo acreditando que o Evangelho vivenciado é o meio mais eficaz.

 

Ivan Moraes, coordenador do Ministério de Pregação da RCC-DF