Nesta segunda-feira, 20 de abril, os bispos brasileiros começam as votações para a escolha da nova presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). As eleições acontecem na 53ª edição da Assembleia Geral da entidade, que reúne mais de 450 epíscopos.

Em votações diferentes serão escolhidos o presidente, o vice, o secretário-geral, os presidentes das 12 comissões pastorais, quatro delegados para o Sínodo dos Bispos – que acontece em outubro, no Vaticano – e um representante para a Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam).

Pela terceira vez as votações serão feitas em urnas eletrônicas. Desta vez a novidade é a autenticação eletrônica: cada bispo vai receber uma carteira com um chip RFID (Radio-Frequency Identification ou, em português, Identificação por Rádio Frequência), que vai legitimar a votação.

Dom Sergio da Rocha, arcebispo metropolitano de Brasília, explica como será feita a escolha dos dirigentes:

“Os Regionais da CNBB vão se reunir, no início, para indicar nomes, embora os bispos sejam livres para votar em quem acharem melhor. Em geral, os candidatos são indicados pelos bispos. As eleições devem durar vários dias, pois são muitos cargos, apesar das urnas eletrônicas. Para cada cargo, podem ser necessários vários escrutínios”.

De acordo com o Estatuto e o Regimento da CNBB, podem concorrer à presidência e vice-presidência todos os bispos (arqui) diocesanos. Já os bispos auxiliares e coadjutores disputam somente a vaga de secretário geral.

Caso os primeiros dois escrutínios não alcancem os dois terços necessários, o terceiro escrutínio pode decidir por maioria absoluta. Se a maioria absoluta também não for alcançada, o quarto e quinto escrutínios elegem os dois mais votados.

As votações podem prosseguir até a próxima sexta-feira, 24 de abril, com o máximo de cinco escrutínios. Elas também podem acontecer em um único dia, se algum bispo alcance dois terços dos votos da Assembleia.

Os novos líderes da Conferência tomam posse no último dia da Assembleia. Os eleitos vão exercer as funções por quatro anos, que podem ser prorrogados por mais quatro, caso haja reeleição.

Por Lilian da Paz