Carnaval e Cristo uma mistura de amor e santidade.

A última Santa Missa do 33º Rebanhão foi presidida pelo Cardeal da Arquidiocese de Brasília Dom Sérgio da Rocha. A primeira leitura do dia foi do Livro do Eclesiástico: Aquele que guarda a lei faz muitas oferendas; aquele que cumpre os preceitos oferece um sacrifício salutar. Aquele que mostra agradecimento, oferece flor de farinha, e o que pratica a beneficência oferece um sacrifício de louvor. O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal, e o que o aplaca é deixar a injustiça. Não te apresentes na presença de Deus de mãos vazias, porque tudo isso se faz em virtude do preceito. O sacrifício do justo enriquece o altar, o seu perfume sobe ao Altíssimo. A oblação do justo é aceitável, e sua memória não cairá no esquecimento. Honra ao Senhor com coração generoso e não regateies as primícias que apresentares. Faze todas as tuas oferendas com semblante sereno, e com alegria consagra o teu dízimo. Dá a Deus segundo a doação que ele te fez, e com generosidade, conforme as tuas posses; porque ele é um Deus retribuidor, e te recompensará sete vezes mais. Não tentes corrompê-lo com presentes: ele não os aceita; nem confies em sacrifício injusto, porque o Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas”.

No evangelho de hoje fala-se sobre a verdadeira indigência de seguir a Jesus.  Naquele tempo, começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

Na homilia Dom Sérgio falou do rebanho que Cristo conduzia. “Confiamos no bom pastor que conduz nós, sabemos que Ele nos amou primeiro, antes que pudéssemos expressar um gesto de amor, Ele nos fortalece”.

E enfatizou o primeiro amor, o mais genuíno que existe: “Por causa da sua presença, sua ação do Espírito Santo podemos fazer muitas coisas, somos parte do rebanho e temos o Senhor que ama seu rebanho, e nos ensina através Dele também somos chamados a amar o nosso irmão. Na certeza de que Deus nos ama, Ele nos anima a ter uma presença constante, deixando ser conduzidos por Ele com a sua misericórdia. Na Eucaristia podemos escutar e sentir este Deus que nos ama”.

No Evangelho podemos entender que: “Ninguém se aproxima de Deus de mãos vazias”. O que agrada ao Senhor? Dizia o livro de Eclesiástico: “Amima a Deus o louvor, a gratidão em ação de graças, sua vivência no Rebanhão simboliza isso, a sua oração, sua fé, seu amor, o perdão, o bem que tem feito são oferendas para Deus”, declarou.

Há sacrifícios e renuncias dos bens materiais que nos impedem de seguir ao Senhor. “Para de coração livres seguirmos Jesus Cristo, qual a recompensa? A maior recompensa é participar do seu reino. Na bíblia diz quem entrega ao Senhor recebe 100 vezes mais”, orientou.

Participar do Rebanhão é participar de uma grande comunidade. “Se disponha a seguir Jesus Cristo, aquele que dá sentido à vida e te faz seguir participando da comunidade. Ao retornar ao seu lar valorize seu Grupo de Oração, sua casa e sua igreja”, afirma.

Por fim, o cardeal lembrou dos 60 anos que a igreja se faz presente na Capital do país. “60 anos da igreja no Distrito Federal, é um dom. O quanto já recebemos de graça da igreja, somos igrejas, unidos em comunidade. Tantos sinais visíveis  da graça do amor que nos amou primeiro, vamos ficar vivos para viver essas maravilhas”, destacou.  

Flavia Ferrer

Ministério de Comunicação Social da RCC-DF

Cardeal Dom Sérgio da Rocha celebra a última missa do Rebanhão.